Uma longa e amarga «guerra» na indústria de acessórios de luxo, e que colocou duas das famílias mais ricas de França de costas quase voltadas chegou ao fim esta quarta-feira, quando a LVMH (Louis Vuitton S.A) e a Hermés mostraram sinais de paz, através de um acordo, segundo o site brasileiro «G1».

Perante o acordo, a dona da Louis Vuitton, o maior grupo luxuoso do mundo, controlado pelo multimilionário Bernard Arnault, concordou em abrir mão da maior parte da sua participação de 23,2% na Hermés e a não comprar nenhuma ação da sua rival, num prazo de cinco anos.

Este acordo acabou com a possibilidade da Louis Vuitton fazer uma oferta pública para assumir a fabricante das malas Birkin e Kelly, uma empresa com 177 anos de idade.

A possibilidade fez mexer as ações das empresas em bolsa. Os títulos da Hermés chegaram a cair mais de 4%, enquanto as da Louis Vuitton valorizaram perto de 2,5%.

Agora, segundo o diretor do Barclays França, Franklin Pichard, citado pelo G1, «o prémio especulativo desapareceu».