A Grécia colocou esta terça-feira 1.300 milhões de euros em dívida a três meses a um juro de 1,8%, quase menos 0,3 pontos percentuais que o pago no anterior leilão há um mês.

Segundo a Autoridade de Gestão da Dívida Pública (PDMA) grega, a procura foi 2,99 vezes superior à oferta inicial prevista de 1.000 milhões de euros, que posteriormente aumentou para 1.300 milhões de euros. No anterior leilão de 13 de maio, a procura tinha sido 2,8 vezes superior ao montante colocado.

A 10 de abril, quatro anos depois de se lhe terem fechado o acesso aos mercados internacionais, a Grécia regressou com uma emissão de dívida a cinco anos no valor de 3.000 milhões de euros, que conseguiu colocar a um juro de 4,75%.

O governo do conservador Antonis Samaras mostrou-se satisfeito com aquele teste já que conseguiu baixar o juro em relação ao que esperado (5%).

Desde o início do ano, os juros da dívida de curto prazo, que a Grécia utiliza para financiar pagamentos mais urgentes, reduziu-se consideravelmente, uma tendência reforçada com a recente decisão do Banco Central Europeu (BCE) de descer a taxa de juro para o mínimo histórico de 0,15% e de cobrar aos bancos por depositarem fundos em Frankfurt.