A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública emitiu 975 milhões de euros em obrigações do Tesouro com maturidade a 10 anos.

O valor foi superior ao intervalo indicado pelo IGCP, que tinha a intenção de colocar de 500 a 750 milhões de euros a leilão.

A taxa média dos juros foi de 3,2524% face aos 3,5752% do leilão anterior, que decorreu em abril.

Já a procura foi 2,543 vezes superior à oferta, sendo que na emissão de dívida anterior a procura tinha sido 3,5 vezes superior à oferta.

Segundo o diretor de Negociação da GoBulling, João Queiroz, a «operação foi um sucesso».

«A descida da taxa dos 3,57% do último leilão para os 3,25% de hoje não é despicienda, atendendo às incertezas que a economia portuguesa ainda carrega», referiu o responsável à Lusa, considerando que foi «uma taxa mesmo muito interessante».

João Queiroz defendeu que «os investidores têm vontade de investir em dívida portuguesa mesmo com todas as dúvidas sobre a capacidade do emitente Estado gerar saldos primários para a pagar», sublinhando que «no atual ambiente seria difícil conseguir melhor taxa».

«A taxa de juro a que Portugal conseguiu hoje financiar-se só encontra comparação à taxa a que Portugal se financiava muito antes da crise, em 2005, altura em que conseguia no mercado 3,13%», disse.

«No fim das contas, diria que não deixa de ser surpreendente que o país aumente o seu endividamento e a taxa da dívida desça», concluiu João Queiroz.