O Governo decidiu avançar com a privatização dos CTT ainda este ano e já escolheu inclusivamente o modelo da operação: a privatização será feita através do mercado de capitais, ou seja, através de uma dispersão em bolsa.

Esta será a primeira oferta pública inicial de venda de ações na bolsa portuguesa desde 2008.

O objetivo, avança o «Expresso», é colocar mais de 50% do capital da empresa no mercado até ao final do ano.

Com esta operação, o Governo quer atingir dois objetivos: o primeiro é a maximização do encaixe, seguindo os bons exemplos das entradas em bolsa dos correios belgas e ingleses (Royal Mail), que está em curso. O segundo é a dinamização do mercado de capitais, que desde 2008 não recebe nenhuma nova empresa.

De acordo com o «Diário Económico», na corrida está o Grupo Rangel, que se aliou ao Montepio para uma «solução nacional» para os CTT, além dos Correios do Brasil, Paulo Fernandes, a Urbanos (em parceria com um fundo árabe), o fundo Apax, e outros fundos.