Os Correios de Portugal (CTT), a Impresa e a Teixeira Duarte vão passar a negociar no principal índice da bolsa portuguesa a partir de 24 de março, por troca com a Cofina, a Sonae Indústria e a Sonaecom.

O anúncio da revisão anual do PSI20 foi feito esta sexta-feira pela NYSE Euronext Lisboa, tendo por base uma série de critérios técnicos como o free float, isto é, a percentagem de capital das empresas disperso em bolsa, a liquidez, entre outros.

Enquanto os CTT e a Impresa trocam diretamente de lugar com a Cofina e com a Sonae Indústria, a Teixeira Duarte beneficia da saída do mercado da Sonaecom, que hoje negociou pela última vez no índice de referência português (PSI20).

Nota para a Espírito Santo Saúde (ESS), que se estreou recentemente em bolsa, mas que continuará a estar cotada no PSI Geral.

Já os CTT, cuja oferta pública de venda (OPV) ocorreu no final do ano passado, passam a conviver, já a partir de março, com os restantes títulos cotados no PSI20, ganhando visibilidade.

Durante precisamente um mês o PSI20 será composto por apenas 19 empresas, já que hoje a Sonaecom negociou pela última vez no índice.

No adeus ao PSI20, as ações da Sonaecom lideraram as perdas, recuando mais de 7% para 2,235 euros, depois de a empresa ter comunicado ao mercado que a ex-dona da Optimus abandonará a negociação em bolsa a partir de segunda-feira, depois de a Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações da empresa ter tido uma adesão de 62%.

No âmbito da fusão entre a Zon e a Optimus, a Sonaecom lançou uma OPA de 88.479.227 ações próprias ou 24,16% do seu capital social, dando em troca numerário e ações da Zon Optimus, tendo sido na quinta-feira conhecido que foram adquiridas pela Sonaecom 62,06% das ações alvo da oferta.

«Face aos resultados da oferta, o comité do PSI20 decidiu excluir a Sonaecom do PSI20, com efeitos em 24 de fevereiro», lê-se na informação divulgada na quinta-feira.

Com a saída da Sonaecom e a despromoção da Sonae Indústria, o universo Sonae perderá duas das suas representadas no principal índice do mercado português, mantendo-se apenas a holding Sonae na 'primeira liga' da bolsa portuguesa.

No setor dos media, a Impresa vai tomar o lugar da congénere Cofina.