[Atualizada às 18:24]

A oferta pública de venda dos CTT recebeu ordens por parte de 25.433 investidores, segundo dados apresentados na Euronext Lisbon. 98,92% dos acionistas são portugueses.

A procura de ações superou 9,04 vezes a oferta, num total de 189.765.270 ações, anunciou o diretor de mercados da Euronext Lisbon, Miguel Geraldes.

Os investidores institucionais ficaram com 56%, o público geral com 12,62%, os trabalhadores dos CTT com 1,38%. O Estado, através da Parpública, fica com 30% da empresa, pelo menos, durante nove meses.

A venda permitiu um encaixe de 579 milhões de euros, disse o presidente executivo da empresa, Francisco Lacerda. Só a OPV permitiu um encaixe de 115,3 milhões de euros (10,8 milhões das acções reservadas aos trabalhadores dos CTT e 104,5 milhões de euros das ações adquiridas pelo público em geral), sendo o remanescente dos investidores institucionais, especificou Miguel Geraldes.

Praticamente todos os investidores são de residência portuguesa.

O ministro da Economia afirmou que a OPV dos CTT foi uma «operação única» num país com programa de assistência económica e financeira. «Nenhum outro país sob assistência financeira teve a ousadia de o fazer», afirmou António Pires de Lima, na sessão de apuramento de resultados.

Durante a sua intervenção, o ministro sublinhou que os CTT são uma «empresa sólida».