A Caixa Geral de Depósitos e a Parpública anunciaram esta sexta-feira a intenção de venderem 11% do capital social da Redes Energéticas Nacionais (REN), na sequência da decisão do Governo de reprivatizar a empresa.

Em comunicado hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a CGD e a Parpública (que detêm a participação na REN em nome do Estado) referem que vão alienar 58.740.000 ações.

A Parpública detém atualmente 52.871.340 ações de categoria B da REN, que representam 9,9% do capital social, enquanto a CGD detém 5.868.660 ações de categoria B, ou seja, 1,1% do capital social.

De acordo com o comunicado, as ações de Categoria B serão automaticamente convertidas em ações ordinárias com a sua venda, no âmbito da reprivatização.

A segunda fase da reprivatização da REN, decidida em Conselho de Ministros de 24 de abril, deverá incluir uma oferta pública em Portugal dirigida a investidores de retalho e uma oferta particular dirigida a investidores institucionais internos e internacionais, devendo estar concluída até ao final de junho.

A segunda fase de reprivatização da REN vai ser feita por Oferta Pública de Venda (OPV) a lançar no mercado nacional e/ou por venda direta a um conjunto de instituições financeiras.

Os chineses da State Grid (25% do capital) e os árabes da Oman Oil Company (15%) são os principais acionistas da REN, depois de terem adquirido 40% do capital da empresa, numa operação de privatização que gerou um encaixe para o Estado de 592,21 milhões de euros.