O presidente da Associação Portuguesa dos Utilizadores e Consumidores de Serviços de Produtos Financeiros considera que os investidores estão menos confiantes no funcionamento do mercado e na informação prestada ao mercado depois do caso BES.

Luís Natal Marques, presidente da Associação Portuguesa dos Utilizadores e Consumidores de Serviços e produtos Financeiros ¿ Sefin diz mesmo À Lusa que o caso BES é uma «machadada enorme» dada ao mercado de capitais.

A Sefin critica ainda o Banco de Portugal por ser «sistematicamente apanhado» de surpresa: «Mas como é que pode ser apanhado de surpresa quando acabámos de sair do caso BPN? Pensávamos que o regulador se tinha prevenido, mas, no fim de contas, entre os casos DEB e BPN não parece ter havido evolução».

Na noite de domingo, o Banco de Portugal tomou controlo do BES e anunciou a separação da instituição num «banco mau», que concentra os ativos e passivos tóxicos, e num «banco bom», o chamado Novo Banco, que reúne os ativos e passivos não problemáticos, como os depósitos.

Inicialmente o Novo Banco ia receber uma capitalização de 4,9 mil milhões de euros do Fundo de Resolução bancário, mas esta quinta-feira a ministra das Finanças adiantou no Parlamento que afinal o Estado só vai entrar com 3,9 mil milhões, uma indicação de que a proposta da banca de aumentar o plafond do fundo para mil milhões terá sido aceite.