O Caixabank assumiu esta quinta-feira que “já não é tempo de negociar com outros acionistas do BPI sobre a estrutura de capital”, uma vez que apresentou uma OPA, admitindo apenas dialogar sobre o problema da exposição ao risco de Angola.

"Quando se apresenta uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), já não é tempo de negociar, quando se apresenta uma OPA, os outros acionistas têm de ver se lhes interessa ou não, aceitar ou não. Naturalmente, continuamos a trabalhar construtivamente porque, neste caso, além da OPA sobre o BPI, está pendente a resolução de um problema sobre o BFA [Banco Fomento de Angola, detido maioritariamente pelo BPI]", considerou o administrador-delegado do Caixabank, Gonzalo Gortázar.

O banco catalão acredita que a OPA sobre o BPI estará concluída no terceiro trimestre deste ano, uma vez que o novo decreto-lei que permite a desblindagem dos estatutos do banco português apenas entra em vigor a 01 de julho.

O Caixabank é o maior acionista do BPI, com 44,1% do capital, e lançou nas últimas semanas uma Oferta Pública de Venda (OPA) sobre o restante capital do banco português, condicionada à eliminação dos estatutos de bloqueio na entidade financeira portuguesa, que lhe limitam os direitos de voto a 20%.

Entretanto, foi publicado a 20 de abril em Diário da República um diploma que abre caminho à desblindagem dos estatutos no BPI.