Os investidores europeus continuam concentrados na reunião da Reserva Federal norte-americana, que começou ontem e acaba hoje. No final da reunião, a Fed deverá anunciar a sua decisão relativamente ao corte de estímulos à economia.

A maioria dos economistas aponta para que a Fed corte o seu plano de compra de ativos dos atuais 85 mil milhões de dólares mensais para 70 a 80 mil milhões. A expetativa de que o banco central opte pelo corte de menor dimensão está a fazer com que os mercados europeus, que ontem recuaram de máximos de cinco anos, estejam a recuperar ligeiramente.

A praça nacional acompanha a tendência, recuperando uns tímidos 0,07% para 5,939,79 pontos.

Dos pesos pesados que seguem em alta, destaca-se o BES, que avança 0,62% para 0,81 euros. No mesmo setor, o BCP segue estável nos 9,6 cêntimos e o BPI cai 0,88% para 91 cêntimos por ação.

Banca à parte, a Galp também ajuda a manter a bolsa de Lisboa acima da linha de água, subindo 0,28% para 12,40 euros, mas a EDP contraria e perde 0,26% para 2,70 euros, mesmo depois de a espanhola Oppidum ter considerado a sua participação no capital da elétrica portuguesa «estratégica». O «Diário Económico» escreve mesmo que o grupo pode reforçar a posição e tornar-se no segundo maior acionista da EDP, caso a Iberdrola continue a desinvestir.

Por fim, nota positiva ainda para a Jerónimo Martins, que ganha 0,2% para 15,14 euros.