As principais bolsas europeias abriram esta segunda-feira em alta, animadas com as declarações do presidente francês, François Hollande, que assegurou que a recuperação económica já chegou e que «o segundo semestre vai ser melhor que o primeiro».

Às 09:10 em Lisboa, o Euro Stoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a subir 0,75% para 2.695,02 pontos.

O principal índice da Bolsa de Londres estava a subir 0,87% e os das bolsas de Paris e de Frankfurt estavam a registar ganhos de 0,78% e de 0,78%, respetivamente.

À mesma hora, o principal índice da Bolsa de Milão estava a subir 0,63% e o de Madrid registava um ganho de 0,80%.

A bolsa de Lisboa estava na linha de água, com o índice PSI20 a descer 0,01% para 5.363,91 pontos. Das 20 cotações do PSI20, seis estavam a subir, 12 a descer e duas estáveis.

Ao nível do mercado cambial, o euro abriu hoje em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,3072 dólares, acima dos 1,3054 dólares do encerramento de sexta-feira e depois de ter atingido, a 01 de fevereiro, o valor mais alto face ao dólar desde novembro de 2011, quando ultrapassou os 1,36 dólares.

O BCE fixou na sexta-feira o câmbio oficial do euro em 1,3034 dólares.

Os investidores também estão à espera da divulgação hoje do último relatório do Fundo Monetário Internacional, o terceiro sobre a reforma do setor financeiro espanhol e dos desenvolvimentos das negociações políticas em Portugal.

Hoje, uma delegação da comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu inicia uma visita a Washington para analisar com as autoridades norte-americanas as reformas financeiras e formas para reativar a economia europeia.

Hoje também foram divulgados dados sobre a economia chinesa, cujo Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% no segundo trimestre do ano, menos duas décimas que nos primeiros três meses de 2013.

Em Nova Iorque, Wall Street fechou em alta na sexta-feira, com o Dow Jones a subir 0,02% para 15.464,30 pontos, um novo nível mais elevado desde que foi criado há 128 anos.

O barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu em baixa, mas acima dos 107 dólares, a cotar-se a 107,90 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,91 dólares que no encerramento da sessão anterior.

A cotação do petróleo continua a ser pressionada pelo temor dos mercados de que a crise política no Egito e a guerra civil na Síria possam afetar a produção e o transporte do petróleo proveniente do Médio Oriente e do Norte de África.

A preocupação está relacionada com as dificuldades que possam encontrar os petroleiros para cruzar o Canal do Suez, um ponto fulcral do comércio de petróleo do Médio Oriente.

A inquietação pela queda da produção de petróleo na Líbia e na Nigéria também estão a pressionar o preço do petróleo para cima.