As bolsas mundiais estão a reagir com algum entusiasmo à decisão anunciada ontem à noite pela Reserva Federal norte-americana, de manter inalterados os estímulos à maior economia do mundo.

Os economistas acreditavam que, no final de uma reunião de dois dias, a Fed iria reduzir o seu programa de compra de ativos de 85 mil milhões de dólares mensais para 70 a 80 mil milhões. Mas, contrariando as expetativas, o banco central manteve tudo como estava.

Os mercados norte-americanos fecharam, ainda ontem, em novos máximos históricos, e os mercados asiáticos registaram os valores mais altos dos últimos quatro meses. Na Europa, a tendência de ganhos mantém-se, com a maioria das praças a subir mais de 1%, lideradas por Milão, a trepar 1,5%.

De todas, Lisboa regista a subida mais modesta: 0,37% para 5.993,41 pontos, depois de a agência de notação financeira Standard & Poor's ter ameaçado ontem cortar o rating da dívida nacional.

A praça portuguesa mantém-se no verde sobretudo graças ao setor financeiro, onde o BPI trepa 1,29% para 95 cêntimos, a liderar os ganhos do PSI20. O BES também sobe 1,11% para 82 cêntimos e só o BCP não acompanha, mantendo-se estável nos 9,7 cêntimos por ação.

No verde seguem ainda outros pesos pesados da praça, como a Jerónimo Martins, em alta de 0,62% para 15,34 euros, e a PT, que avança 0,4% para 3,24 euros.