A bolsa de Lisboa voltou a recuperar esta segunda-feira, anulando finalmente as perdas sofridas após o pedido de demissão de Paulo Portas do Governo.

O PSI20 subiu 2,25% para 5.529,02 pontos, animado pelo acordo político alcançado no Governo, que deverá obter a aprovação do Presidente da República, permitindo que o Executivo se mantenha em funções.

O ganho lisboeta foi o maior da Europa, à exceção de Atenas, que subiu 2,36%, no dia em que se soube que a Grécia e a troika chegaram a um acordo que permitirá desbloquear a próxima tranche da ajuda externa. Mas outras praças, como Frankfurt, Madrid, Paris e Milão também registaram ganhos próximos de 2%.

O otimismo dos investidores face a esta solução é visível também no mercado da dívida pública, onde as taxas de juro voltaram a recuar. No prazo a 10 anos, a taxa regressou finalmente abaixo dos 7%, encontrando-se nos 6,937%. Também no prazo a 5 anos, a taxa recuou para 6,56%.

Banca lidera recuperações

O setor financeiro, que foi o mais castigado pela incerteza política e pela consequente escalada dos juros da dívida pública, voltou a estar entre as maiores recuperações nesta sessão.

O BCP liderou os ganhos e trepou 6,9% para 9,3 cêntimos, mas o BPI também subiu 5,35% para 93 cêntimos e o BES ganhou 4,79% para 64 cêntimos.

O Banif tembém fechou em alta de 1,18% para 8,6 cêntimos, no dia em que começa a oferta de ações e obrigações para encaixar 320 milhões de euros, no âmbito do seu aumento de capital.

Banca à parte, nota para os ganhos da Sonae, que subiu 5,52% para 73 cêntimos, da EDP, em alta de 1,73% para 2,41 euros, e da PT, que trepou 1,98% para 2,88 euros.