Esta semana vai ser fértil em acontecimentos que influenciarão a tendência dos mercados acionistas, com a libertação de vários resultados de cotadas europeias e norte-americanas, a par da divulgação de diversos indicadores macroeconómicos.

Em Portugal, a Portucel apresentará as suas contas do primeiro semestre no dia 19, ao passo que na Europa há várias empresas, como a Nokia, por exemplo, que também divulgarão resultados ao longo da semana.

Nos Estados Unidos da América (EUA), entre as diversas companhias que vão dar a conhecer as suas contas semestrais, destaque para a Johnson&Johnson, o Goldman Sachs, o Yahoo, a Coca-Cola, o Bank of America, a American Express, o Ebay, a Intel, a Philip Morris, o Morgan Stanley, a Microsof, o Google e a General Electric.

Resultados à parte, também a divulgação de vários indicadores macroeconómicos nos dois lados do Atlântico Norte captará a atenção dos investidores.

Na Europa, serão conhecidos os novos registos de automóveis na zona euro, relativos a junho, bem como o valor final do Índice de Preços do Consumidor (IPC). Os especialistas antecipam uma subida de 20 pontos base na inflação homóloga para 1,6%, conforme realçou à agência Lusa Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium Investment Banking.

O indicador alemão Zew Survey de julho deverá apontar para o terceiro mês consecutivo de melhoria das expectativas dos analistas e investidores institucionais para os próximos seis meses, destacou o mesmo especialista.

No Reino Unido também será divulgada a taxa de inflação, que se deverá fixar nos 2,9%, tal como acontecerá nos EUA, onde o IPC deverá crescer 20 pontos base para 1,6%.

Os números dos pedidos de subsídio de desemprego, da produção industrial e da capacidade instalada na maior economia do mundo também serão apresentados, tal como alguns indicadores relativos ao mercado imobiliário.

No mercado da dívida, nota para a emissão de 8 mil milhões de títulos de curto prazo que França fará na segunda-feira, sendo que são as emissões de dívida de maturidades curtas programadas para dia 16, pela Espanha e pela Grécia, que vão dominar as atenções.

A Alemanha vai colocar no dia 17 obrigações a 10 anos (4 mil milhões de euros) e Espanha e França regressam aos mercados no dia 18 com emissões de longo prazo.