O PSI20 fechou hoje a cair 1,13% para 6.111,85, acompanhando a tendência negativa da Europa, com as ações do BES a voltarem a liderar as quedas, ao recuarem quase 15%.

Entre os 20 títulos que compõem o principal índice da bolsa portuguesa, 12 desvalorizaram, sete subiram e a Espírito Santo Financial Group (principal acionista do BES com 20%) continuou com as suas ações suspensas de negociação.

O BES voltou a liderar as quedas em Lisboa, numa sessão de volatilidade para as ações do banco agora presidido por Vítor Bento, que variaram entre o máximo de 0,47 euros e o mínimo de 0,35 euros, tendo fechado a cair 14,61% para 0,38 euros, o valor mais baixo de sempre. Esta foi a sétima sessão consecutiva em que o título do BES caiu.

Ainda entre as maiores quedas ficaram os títulos da Impresa (-3,33% para 1,45 euros), Sonae (-2,39% para 1,10 euros) e Portugal Telecom (-2,14% para 1,83 euros).

As ações da operadora oscilaram hoje de modo significativo, no dia em que termina o prazo para a Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES), pagar 847 milhões de euros dos 900 milhões de euros de papel comercial subscrito pela operadora.

Os jornais económicos têm avançado a possibilidade de a empresa liderada por Henrique Granadeiro acordar com a Rioforte o adiamento do reembolso da dívida.



Em contracorrente, estiveram hoje sobretudo os títulos dos CTT ¿ Correios de Portugal, que ganharam 3,23% para 7,2 euros, no dia em que se falou na preparação do banco postal.

Por sua vez, as cotadas Portucel, BPI e Altri valorizaram mais de 1%.

Na Europa, o dia fechou "vermelho", com as maiores quedas a registarem-se nas praças da periferia do euro: Milão perdeu 1,33% e Madrid 1,23%. Já Paris recuou 1,03%, Frankfurt 0,65% e Londres 0,53%.

As bolsas europeias foram penalizadas pela queda do índice de confiança dos investidores alemães Zew em julho para 27,1 pontos, assim como pelas palavras da presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Janet Yellen, que falou numa possível subida das taxas de juro «antes do esperado».