A Bolsa de Lisboa segue em leve alta na sétima sessão consecutiva de ganhos, num dia de negociação volátil, enquanto o risco soberano português segue estável, apesar das incertezas associadas ao processo de formação de Governo após as eleições, escreve a Reuters.

O PSI20 avança 0,1%.

O Millennium bcp cai 0,33% e o BPI 0,1%. Ontem, a agência de notação Fitch disse acreditar que a cisão dos ativos africanos pelo BPI, a ser aprovada, poderá alterar a base acionista do banco, despoletar apetite por ativos em África
com maior risco, e reformular o sector bancário em Portugal.

A EDP desce 0,8%, a Jerónimo Martins 0,3% e a Semapa 1,6%.

A Pharol, maior acionista da telecom brasileira Oi, que ontem tinha fechado a disparar 23%, volta hoje aos ganhos, subindo 11%.

Os investidores estão entusiasmados com o plano de compra de ações próprias anunciado ontem e há especulação de que a Oi está prestes a envolver-se num movimento de fusões e aquisições.

Os CTT avançam 0,2%, a Altri 1,7% e a Mota Engil 1,5%.

A EDP Renováveis ganha 0,2%. A EDPR acordou comprar ao consórcio Ventinveste licenças e direitos de interligação à rede correspondentes a 216,4 mega watts (MW) de capacidade eólica por cerca de 17 milhões de euros.

O índice que segue as 300 maiores cotadas europeias, perde 0,1%.

O Deutsche Bank anunciou que se está a preparar para um prejuízo de 6.000 milhões de euros no terceiro trimestre, com o reconhecimento de elevadas imparidades no negócio de banca de investimento, numa unidade chinesa e
noutra de banca de retalho.

As exportações da Alemanha, a maior economia do euro, sofreram, em Agosto, a maior queda desde Janeiro de 2009, o pico da crise soberana. As importações também caíram, espelhando as ondas de choque do abrandamento dos mercados emergentes.

As yields das obrigações do tesouro a 10 anos em mercado secundário, que refletem o prémio de risco soberano, seguem nos 2,37%, estáveis face à sessão anterior e em níveis historicamente baixos.