A Bolsa de Lisboa terminou a semana em terreno negativo, acompanhando a tendência das restantes bolsas europeias.

As bolsas estão a digerir ainda as recentes desvalorizações da moeda chinesa e também os números anémicos do crescimento do PIB na zona euro, no segundo trimestre do ano, apesar do programa de estímulos do Banco Central Europeu.
 

Jerónimo Martins brilha

 
Lisboa beneficiou da forte valorização da Jerónimo Martins, cujos títulos ganharam 3,148%, para 13,6 euros por ação, mas esta subida não foi suficiente para evitar a queda do índice PSI20. 

A retalhista foi alvo de uma recuperação técnica, depois do Morgan Stanley ter revisto em alta o preço alvo das ações da empresa em 15,4%, para 15 euros por ação. O banco de investimento refere que as vendas da participada polaca Biedronka deverão acelerar no segundo semestre do ano, levando a retalhista portuguesa a um ciclo de valorizações.

A evitar uma queda maior do índice da Bolsa de lisboa estiveram também os títulos do BPI, que ganharam 1,702%.

Com nota negativa esteve a Pharol, que foi alvo da realização de mais-valias, depois da valorização de 17% desta quinta-feira, por causa dos bons resultados semestrais da Oi. A gestora de participações sociais, que detém 27,5% da brasileira Oi, derrapou esta sexta-feira mais de 10% para 0,2770 euros por ação.

Também em terreno negativo esteve a Galp, que sofreu uma queda de 1,921%, para 10,21 euros por título.