A bolsa de Lisboa encerrou esta segunda-feira em alta, naquela que foi a nona sessão consecutiva de ganhos para a praça nacional. Desde o início de 2007 que o PSI20 não registava tantas sessões seguidas de ganhos.

O PSI20 subiu 0,87% para 6.401,31 pontos, o valor mais alto desde agosto de 2011, e o maior ganho entre os principais mercados europeus. Nestas nove sessões, a praça lisboeta acumulou ganhos de 7%, mas desde o princípio do ano, o saldo é ainda mais positivo: 12,2%. O dia ficou marcado também por máximos de várias empresas.

No terreno positivo, destacou-se a EDP Renováveis, que liderou as subidas, ao trepar 3,78% para 4,12 euros. A casa mãe, a EDP, pelo contrário, perdeu 0,08% para 2,68 euros.

Ainda na energia, merece referência a Galp Energia, que ganhou 1,22% para 12,83 euros, no dia em que anunciou ter descoberto uma grande jazida de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, Brasil.

No verde, nota também para a Mota-Engil, que tocou máximos de janeiro de 2010. No fecho, a construtora subiu 2,25% para 3,63 euros.

Máximos tocaram também as ações da Sonae, que subiram 2,15% para 1,05 euros, tendo chegado ao valor mais alto desde 2008. No retalho, também a Jerónimo Martins subiu 1,54% para 14,83 euros.

A Altri, que fechou em alta de 1,65% para 2,34 euros, também tocou máximos desde abril de 2010.

No verde fecharam ainda outros pesos pesados, nomeadamente na banca e comunicações. A operadora PT avançou 0,93% para 3,70 euros, com a Zon Optimus a trepar também 0,69% para 5,28 euros, depois de ter registado o valor mais elevado desde setembro de 2008. Já no setor financeiro, o BCP subiu 0,93% para 10,9 cêntimos, com o BPI em alta também de 1,38% para 1,10 euros.

Pelo contrário, BES e Banif encerraram no vermelho: o banco liderado por Ricardo Salgado cedeu 0,3% para 99 cêntimos, e o Banif caiu 10% para 0,9 cêntimos. Durante a sessão, o banco chegou a tocar nos 0,8 cêntimos, o valor mais baixo desde que entrou em bolsa.

Para o conjunto das praças europeias, esta foi também a oitava sessão seguida de ganhos. A exceção foram Milão e Paris, que fecharam em alta ligeira.