A bolsa de Lisboa está a afundar mais de 6%, como consequência da crise política que se vive em Portugal. A demissão de Paulo Portas coloca em causa a coligação e pode mesmo vir a fazer cair o Governo e os investidores temem que, num cenário de eleições antecipadas, o programa de ajustamento português fique parado durante meses.

Também no mercado secundário da dívida pública, os juros das obrigações portuguesas estão a disparar. No prazo a 10 anos estão já acima de 8%.

O índice PSI20 segue a perder 6,02% para 5.197,25 pontos, com a banca a bater no fundo da tabela. O Banif recua já 23,91% para 7 cêntimos por ação, mas chegou a cair mais de 43% na abertura. O BCP também cai 12,9% para 8,1 cêntimos, o BES desce 10,46% para menos de 55 cêntimos e o BPI perde também 9,88% para 81 cêntimos por ação.

Cofina e Sonae Indústria seguem também com quedas acima de 10%, numa manhã negra para a praça nacional, em que todos os títulos da praça negoceiam no vermelho. Entre as empresas com mais peso, contam-se ainda muitas quedas significativas.

Por exemplo, a PT desliza 5,14% para 2,77 euros, com a Sonaecom a cair 7,55% para 1,47 euros e a Zon a perder 6,72% para 3,61 euros.

Na energia, a Galp perde 5,09% para 10,92 euros, a EDP desce 4,14% para 2,36 euros e a subsidiária EDP Renováveis recua 4,56% para 3,75 euros.

No retalho, a Sonae perde 6,71% para 65 cêntimos e a Jerónimo Martins perde 3,95% para 15,45 euros.

No resto da Europa, a crise política portuguesa também tem os seus impactos, com os mercados a temerem um reacender da crise da dívida pública e do euro. Todas as praças seguem em queda, com destaque para Madrid, que recua 2,89%. Paris, Frankfurt e Milão também perdem em torno de 1,5% e Londres desce 1%.