O Millennium BCP terminou uma semana negra com uma queda de 10,112%, para um novo mínimo histórico de 2,4 cêntimos por ação, num dia em que mudaram de mão mais de 711 milhões de ações, mais do dobro da media diária habitual do banco.

Os títulos do banco liderado por nuno Amado perderam só esta sexta-feira 159 milhões de euros de capitralização, e 25% , ou cerca de 500 milhões de euros, no conjunto da semana. Desde o início do ano, o banco acumula uma desvalorização de mais de 50% e vale agora em bolsa 1416 milhões de euros, menos 250 milhões de euros do que o seu concorrente BPI.

O BCP está a ser penalizado pela retirada do título do índice MSCI, mas também por dúvidas dos investidores sobre a vulnerabilidade da banca no sul da Europa, depois do Banco Popular Espanhol e do banco italiano Popolare terem anunciado, de surpresa, necessidades adicionais de capital. O Popular espanhol caíu hoje em bolsa 5,745% e o Popolare 4,22%, arrastando os indices principais das bolsas de Madrid e de Milão.

Os investidores temem ainda que a ida do BCP à corrida ao Novo Banco possa obrigar o banco a um aumento de capital adicional.