A Baros, uma empresa com sede no Luxemburgo, vendeu 2,15% do capital social do Banco Espírito Santo a 31 de julho, apenas três dias depois de ter adquirido as ações.

Ganhos da banca não foram suficientes para agarrar PSI-20

BES: «Direito de informar está garantido na Constituição»

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários, o BES adianta que «no dia 6 de agosto, a Baros comunicou que deixou de deter uma participação qualificada no BES e que, a 31 de julho de 2014, deixou de deter ações do BES».

Ora num comunicado datado do dia 1 de agosto, o BES tinha informado que a empresa luxemburguesa adquirira, numa transação fora de bolsa («over the cuonter»), no dia 28 de julho, 120 725 000 ações e direitos de voto do BES, representando 2.15% do capital social do banco.

Contas feitas, entre a aquisição e a venda das ações, decorreram apenas três dias.

As ações do BES deixaram esta segunda-feira de integrar o principal índice da bolsa portuguesa, o índice PSI20. Os títulos passam a integrar o PSI Geral, mas as ações continuam suspensas por determinação da CMVM, desde o dia 1 de agosto.

A decisão da Nyse Euronext, de tirar o BES do índice principal, aconteceu depois de no domingo, 3 de agosto, o Banco de Portugal ter anunciado a solução de dividir o banco e dar-lhe um novo nome.