A bolsa nacional abriu com sentimento de indefinição. Por esta altura, o índice PSI20 cai 0,08% para 5.402,15 pontos, com o setor financeiro a pressionar.

O Banif afunda 12,2% para 0,036 euros, afetado pelo período de subscrição do aumento de capital que deverá fazer pressão até ao final da semana.

Já o BCP cai 1,14% para 0,086 euros e o BPI recua 0,68% para 0,873 euros, numa sessão em que a elétrica EDP recua 0,29% para 2,397 euros.

Em alta, logo a travar maiores quedas, está a Portugal Telecom (PT) que recupera dos mínimos tocados ontem. A operadora sobe 0,76% para 2,771 euros.

No mercado secundário, o juro a 10 anos abriu praticamente estabilizado nos 7,37%, apesar da incerteza política no país. Por esta altura alivia para menos de 7,2%.

Na restante Europa, a manhã também está a ser marcada por alguma volatilidade. As praças oscilam entre ganhos de 0,18% de Londres e perdas de 0,39% de Paris, à espera da divulgação dos números da inflação na zona euro e nos Estados Unidos e também alguns resultados empresariais.

Os investidores mostram assim alguma cautela antes da divulgação do índice ZEW que mede a confiança dos investidores alemães em julho.

Aguarda-se ainda por um leilão de dívida espanhola de curto prazo, numa altura de forte tensão política em Madrid, com os socialistas a pedirem a demissão de Mariano Rajoy devido ao seu eventual envolvimento num esquema ilícito de financiamento partidário.

No mercado cambial, o euro abriu hoje em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,3089 dólares, acima dos 1,3053 dólares do encerramento de segunda-feira e depois de ter atingido, a 1 de fevereiro, o valor mais alto face ao dólar desde novembro de 2011, quando ultrapassou os 1,36 dólares.

Já o barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu em baixa, mas acima dos 107 dólares, a cotar-se a 107,80 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 1,29 dólares que no encerramento da sessão anterior.

A cotação do petróleo continua a ser pressionada pela inquietação dos mercados de que a crise política no Egito e a guerra civil na Síria possam afetar a produção e o transporte do petróleo proveniente do Médio Oriente e do Norte de África. A preocupação está relacionada com as dificuldades que possam encontrar os petroleiros para cruzar o Canal do Suez, um ponto fulcral do comércio de petróleo do Médio Oriente.