A Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) decidiu avançar com uma ação popular, até ao final da semana, contra as administrações da Portugal Telecom desde 2001 por causa das aplicações financeiras no Grupo Espírito Santo (GES).

Os processos vão recair sobre Murteira Nabo, Miguel Horta e

Costa, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, entre outros membros das administrações da operadora.

«A razão é simples: o presidente da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários, Carlos Tavares, chegou a mencionar que estas aplicações vinham já desde 2001. Nós fomos obter informações no sentido de confirmar essa informação e descobrimos que em 2001 este género de exposição ao grupo GES era de 600 milhões de euros», adiantou à Lusa o presidente da ATM, Octávio Viana.

Segundo a associação, os conselhos de administração da operadora extravasaram a sua capacidade de exercício e as suas competências.

A ATM vai ainda tentar inviabilizar as combinações de negócios entre a PT e a Oi, o único ponto da ordem de trabalhos que vai ser votado na assembleia geral de acionistas marcada para o dia 8 de setembro.

Na semana passada, a Comissão de Trabalhadores da PT tinha pedido aos administradores envolvidos no empréstimo de 900 milhões de euros à Rioforte para devolverem os bónus anuais que receberam desde 2010.