As ações da Portugal Telecom (PT) caíram 13% para novo mínimo histórico, arrastadas pela forte queda da cotação da sua parceira brasileira Oi, cuja recente saída do CEO Zeinal Bava levanta dúvidas sobre se a fusão das duas empresas se concretizará, segundo analistas, nota a Reuters.

Adiantaram que o fato da PT ter apenas a participação de 25,6% na Oi e a dívida de 900 milhões de euros (ME) da Rioforte, que está em incumprimento por parte desta holding da família Espírito Santo, tornam a PT vulnerável a qualquer queda das ações da brasileira.

«Temos aqui um carrocel, um círculo vicioso muito marcado entre as suas ações. A correlação intrínseca entre a Oi e a PT tem levado a esta espiral de quedas da PT para mínimos históricos», disse Luís Gonçalves, trader da Go Bulling, no Porto, citado pela Reuters.

«A origem mais recente da queda da Oi foi a saída de Zeinal Bava que, de certa maneira, era o padre que ia celebrar este casamento entre a Oi e a PT», disse.

Adiantou que, «agora há incerteza se a fusão vai avançar e, como as empresas passaram um ano a preparar este casamento, se este não avançar, fragiliza as duas partes».

Negociaram-se 6,2 milhões de ações da PT a caírem 9,68% para 1,279 euros, após tocarem a cotação mais baixa de sempre nos 1,23 euros. Ontem, a Oi fechou a cair 10,6%.