As ações da Malaysia Airlines caíram esta sexta-feira quase 18% no início da negociação na bolsa de Kuala Lumpur, depois de conhecida mais uma tragédia envolvendo um avião da companhia asiática.

No início da sessão, as ações entraram em queda que chegou a 17,8%, recuperando depois ligeiramente para fixarem as perdas em 13%.

Entretanto as autoridades da Malásia confirmaram que seguiam a bordo do avião 298 passageiros e tripulantes e familiares das vítimas começavam a chegar ao aeroporto da capital, localizado na região de Sepang, a 45 quilómetros de Kuala Lumpur.

Nas redes sociais continuam a ser 'postadas' milhares de mensagens de condolências às famílias das vítimas da tragédia com vários países a exigirem uma investigação internacional ao caso para apurar responsabilidades do ataque.

Os Estados Unidos apelam também a um cessar-fogo imediato na região leste da Ucrânia que permita que a investigação seja feita em condições de segurança e de forma livre e que possam ser recuperados os corpos das vítimas da tragédia.

Enquanto não são apuradas responsabilidades do ataque ao avião, companhias como a francesa Air France ou a alemã Lufthansa já anunciaram irem alterar as suas rotas evitando passar na região em conflito na Ucrânia, enquanto as autoridades norte-americanas apelaram aos proprietários de aviões que evitem aquela zona.

A tragédia com o voo MH17 surge poucos meses depois do misterioso desaparecimento de um avião idêntico - Boeing 777 - da Malaysia Airlines no Pacífico quando fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim sob o número MH370.