O presidente do Novo Banco enviou esta quarta-feira uma nota aos colaboradores, pedindo-lhes que ignorem os avanços e recuos no processo de venda da instituição, numa altura em que o Banco de Portugal decidiu parar o processo (resvala para o ano que vem). E, acima, de tudo, que não se desviem dos objetivos estabelecidos. 

"O Banco de Portugal refere que retomará o processo de venda num curto prazo. Do nosso lado, não temos tempo a perder: aproxima-se um ano orçamental muito exigente e deveremos manter-nos focados nas nossas prioridades, incluindo a melhoria da rentabilidade e da eficiência, ajustando-nos à realidade do mercado"


Na mensagem distribuída por todos os trabalhadores através da intranet do banco, o gestor referiu que "estando na posse de toda a informação, o Banco de Portugal tomou a decisão que entendeu mais adequada, devendo o Novo Banco prosseguir a sua atividade em plena normalidade", cita a Lusa.

"Destaco as palavras do Banco de Portugal quanto ao papel relevante do Novo Banco na economia portuguesa, ao mérito do seu desempenho durante o último ano, à evolução positiva de vários indicadores da atividade e da organização. Por outro lado, também é reconhecido o trabalho desenvolvido pelos colaboradores na estabilização, recuperação e desenvolvimento do Novo Banco".


Stock da Cunha sublinhou ainda que, há um ano, tinha transmitido aos funcionários a "necessidade de 'arregaçar as mangas' para criar valor, captar clientes, crescer em volume de depósitos, melhorar a qualidade do crédito" e afirmar as competências que, segundo o próprio, distinguem a entidade dos seus concorrentes, e que passam pela "qualidade de serviço e dinâmica comercial".

O responsável tinha ainda apelado para que os trabalhadores não interviessem nas "discussões sobre o modelo, data ou outros aspetos" da venda da instituição.

"Nada mudou para alterarmos a nossa atitude e ambição", vincou na nota de hoje.

"Como vos disse na primeira vez que nos encontrámos, 'mãos à obra', que o Novo Banco é essencial para todos nós, para as famílias e empresas do nosso país e para o futuro de Portugal"