O diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) disse esta sexta-feira que é possível avançar com um subsídio de desemprego europeu comum antes de harmonizar os mercados de trabalho, porque apesar de ser «mais fácil» iria levar «muito tempo».

No seminário 'Governança e Políticas para a prosperidade na Europa', que decorre no Ministério das Finanças, em Lisboa, Klaus Regling foi questionado sobre a introdução de um subsídio de desemprego europeu, e respondeu que a sua introdução é possível e «não requer a harmonização do mercado de trabalho».

O responsável admitiu que essa harmonização facilitaria o funcionamento do sistema comum de desemprego, mas que «vai levar muito tempo» até que os mercados de trabalho estejam totalmente harmonizados.

Nesse sentido, o diretor executivo do MEE recordou que «há diferentes maneiras» de colocar o subsídio de desemprego comum a funcionar, exemplificando que pode ser feito sem uma «mutualização», ou seja, uns países poderiam pagar para que outros países, com mais desemprego, pudessem beneficiar temporariamente desse apoio.

Klaus Regling lembrou ainda que têm sido discutidas várias ideias, como um subsídio de desemprego «igual para todos», em que a participação de cada país depende dos níveis de PIB ‘percapita’, ou um apoio «mais limitado», tendo em conta «o risco associado» de cada país.

No final de março, a imprensa noticiou que o Governo português enviou aos parceiros europeus uma carta na qual defendia a criação de uma política comum de emprego, incluindo um amplo programa de apoio ao desemprego na zona euro.