Sempre nos habituámos à Barbie como a imagem de uma mulher alta, com cinturinha fina, rosto perfeito e uma longa cabeleira loura. Mas os tempos mudam e a marca percebeu a necessidade de a boneca mais famosa do mundo “refletir melhor o mundo que as meninas veem à sua volta”. Por isso, a Mattel acaba de lançar três novas versões da Barbie: a baixinha, a curvilínea e a alta.
 
A mudança faz parte de um projeto para recuperar o crescimento da marca. Entre 2012 e 2014, as vendas da Barbie desceram 20% e a queda manteve-se em 2015. Uma quebra de vendas do carro-chefe da Mattel que contribuiu para que fosse ultrapassada, em 2014, pela Lego, que se tornou na marca de brinquedos mais vendida em todo o mundo.
 
O projeto demorou dois anos a concretizar-se. “Levámos a cabo, pesquisas muito caras para testar as novas bonecas. Tivemos a colaboração de várias crianças, pais, mães e especialistas para obter feedback sobre a nova linha”, conta Michelle Chidoni, diretora de comunicação da Mattel.
 
Assim nasceu a nova linha, batizada de Fashoinista. A Barbie tem agora quatro tipos de corpo (os três novos modelos vêm juntar-se ao “clássico”), sete tons de pele, 22 tons de olho e 24 penteados diferente.
 
Desde que foi criada, em 1959, que a Barbie tem sido alvo de duras críticas por parte de grupos feministas, por apelar a um tipo de beleza irrealista. Foi sofrendo algumas alterações subtis, sobretudo ao nível do rosto, mas também do corpo e das mãos, mas sempre sem perder o perfil esguio.
 
Em 2006, um estudo divulgado pela revista Developmental Psychology concluiu que as meninas entre os 5 e os 8 anos que brincaram com Barbies tinham uma auto-estima mais baixa e um maior desejo de ser magra que as meninas que não tinham sido expostas ao brinquedo.