As autoridades germânicas abriram uma investigação ao ex-presidente executivo do grupo Volkswagen, Martin  Winterkorn, avança a Bloomberg. Em causa estão suspeitas do crime de fraude pela manipulação das emissões de gases poluentes.

"O objetivo das diligências é especialmente a clarificação das responsabilidades", assegurou num comunicado o departamento central para delitos económicos da procuradoria de Braunschweig, que iniciou diligências na sequência de várias denúncias contra o maior fabricante de veículos do mundo.

O grupo Volkswagen reconheceu que colocou em 11 milhões de viaturas um dispositivo que identifica quando o carro está a ser submetido a testes, emitindo assim menos gases poluentes para cumprir os limites impostos pelas autoridades de vários países. 

O escândalo, revelado no passado dia 18 de setembro,  custou o lugar  do presidente executivo do grupo Volkswagen,  Martin Winterkorn , que foi substituído por  Matthias Müller , ex-presidente da Porsche, uma das marcas do grupo. 

De acordo com a Deco, os proprietários de carros que tenham o kit fraudulento podem anular o negócio e pedir o dinheiro de volta aos concessionários.

Na sequência do escândalo, que já se estendeu à Seat, Skoda e à Audi, países como os EUA e a Suíça proibiram a venda de carros a gasóleo da marca alemã. 

A Audi disse esta segunda-feira que 2,1 milhões de carros em todo o mundo foram equipados, pelo Grupo Volkswagen, com o kit que permitiu falsear a emissão de gases poluentes. 

Só na Alemanha, 577 mil veículos foram afetados e nos Estados Unidos 13 mil carros, adiantou um porta-voz da Audi à agência de notícias France Presse. Os modelos afetados são o A1, A3, A4, A5, A6, TT, Q3 e Q5, esclareceu o porta-voz.