O Governo tem a expetativa de que o processo da venda do Novo Banco se conclua "o mais breve possível". Quanto mais cedo melhor e quanto melhor for o valor, também, disse esta quinta-feira o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes.

"Da parte do Governo a expetativa é que o processo se possa concluir o mais breve possível porque, quanto mais breve se concluir este processo, menores serão os encargos para o sistema financeiro no seu todo, que é quem suporta o Fundo de Resolução através do qual o empréstimo do Estado para a viabilização do Novo Banco foi constituído"


Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, Marques Guedes ressalvou que a questão da venda do Novo Banco não foi matéria de análise na reunião do Conselho de Ministros e recordou ainda que o assunto é da responsabilidade do supervisor - o Banco de Portugal - apesar do Governo acompanhar de perto o processo, através da ministra de Estado e das Finanças.

"É um dossier que é da responsabilidade do Banco de Portugal, o Banco de Portugal é que conduz este processo, o processo tem os seus ‘timings' próprio e o Governo tem vindo a acompanhar junto do Banco de Portugal esses ‘timings'", explicou.

O ministro da Presidência insistiu ainda que a concretização da venda do Novo Banco é "boa para todas as partes envolvidas" e "quanto melhor em termos de valor e de celeridade melhor para todas as partes".

"O Novo Banco é um banco de transição" e, por isso, terá de ser alienado e posteriormente "devolvido ao mercado" e quanto "quanto mais depressa e com maior valor for possível fazer essa venda, seguramente será positivo para todas as partes"

A chinesa  Anbang terá sido escolhida para negociar em exclusivo a compra do Novo Banco. A TVI sabe que apresentou a melhor proposta.