O setor industrial da Zona Euro cresceu em setembro pelo terceiro mês consecutivo, apesar de ter registado uma desaceleração muito ligeira, segundo índices da empresa de serviços de informação financeira Markit divulgados esta terça-feira.

O indicador PMI (Purchasing Managers Index) da atividade industrial da zona euro desceu em setembro para 51,1 pontos, acima da barreira dos 50 pontos e depois de ter atingido 51,4 pontos em agosto, um nível máximo em dois anos.

Um índice inferior a 50 pontos significa contração, enquanto um superior indica expansão da atividade.

«Estes bons números do setor industrial vão estimular não só o crescimento da zona euro mas também o da economia mundial», defende Chris Williamson, economista da Markit, citado pela Lusa.

«Com efeito, a contração da procura resultante da recessão no seio da zona euro e o clima de incerteza gerado pela crise da dívida europeia travaram a recuperação económica de outros países, afetando assim o crescimento de países vizinhos como o Reino Unido ou de mercados emergentes longínquos como a China», adiantou Williamson.

Com exceção da França, que registou um índice PMI de 49,8 pontos, todos os países da zona euro em setembro obtiveram PMI superiores a 50 pontos.

Em setembro, a Holanda liderou com um PMI de 55,8 pontos, um máximo em quase dois anos e meio, tendo sido seguida pela Irlanda (PMI de 52,7 pontos) e pela Alemanha (PMI de 51,1 pontos).

Segundo a Markit, a produção e o volume de novas encomendas na zona euro também aumentaram em setembro pelo terceiro mês consecutivo.

A «fraqueza do mercado de trabalho continua a ser o principal obstáculo para a recuperação do mercado industrial da zona euro, apesar do surgimento de sinais de estabilização de efetivos em setembro», indica a Markit.

Williamson conclui que «a hora ainda não é para comemorações» porque a zona euro «não está senão no início de uma recuperação que se anuncia frágil».