A conferência de imprensa do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, foi interrompida esta quarta-feira pelo protesto de uma mulher que gritou «Abaixo a ditadura do BCE».

O grupo de ativistas Femen reivindicou no Twitter a autoria deste protesto.

A mulher, vestida com uma t-shirt preta onde se lia também «Abaixo a ditadura do BCE» (no original «Dick-tatorship», um jogo de palavras com «pénis», em inglês), saltou para cima da mesa onde estavam a falar Draghi e o português Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE.

A manifestante atirou confettis e folhas de papel pelo ar, antes de ser retirada do local pelos seguranças.

A conferência de imprensa foi interrompida por dois minutos e terminou, ao contrário do habitual, com alguns aplausos, que Draghi fez questão de agradecer.

 

A polícia de Frankfurt já revelou que a mulher foi detida, mas não adiantou pormenores sobre a sua identidade. Por sua vez, o Banco Central Europeu prometeu que vai «investigar» o que se passou.

 
No discurso introdutório, o presidente do banco central sublinhou que os riscos que pairam sobre a economia da zona euro estão mais equilibrados e que o BCE vai monitorizar os riscos para a inflação com o foco em implementar medidas em setores como a geopolítica, taxas de câmbio e preços da energia.

Mario Draghi sublinhou ainda que os países devem implementar reformas sobre os mercados de produtos e laboral e melhorar o ambiente empresarial para aumentar o investimento e a criação e emprego.

«Para atingir os máximos benefícios das medidas de política monetária, outras áreas têm de contribuir decisivamente», reforçou.

A instituição monetária também deixou inalterada a taxa de juro, mantendo o mínimo histórico de 0,05%.