O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou hoje que o reforço do euro é «uma preocupação séria» para a instituição, após a reunião mensal do BCE que teve lugar em Bruxelas.

As declarações foram feitas numa altura em que a moeda única atingiu o nível mais alto desde outubro de 2011, fixando-se em 1,3991 dólar cerca das 13:40 (hora de Lisboa).

«Tivemos um debate sério sobre a taxa de câmbio, é importante para a estabilidade dos preços e para o crescimento. Num período de inflação baixa prolongada, o reforço do euro é uma preocupação séria», declarou Draghi em conferência de imprensa, sem, no entanto, dar qualquer indicação sobre o limite a partir do qual o BCE pode agir.

Draghi prometeu também estar atento às repercussões da situação na Ucrânia na zona euro.

«Os riscos geopolíticos e os desenvolvimentos nos mercados financeiros e nos emergentes podem ter efeitos negativos nas economias» da zona euro, acrescentou.

«Os riscos geopolíticos vão afetar mais a zona euro do que quaisquer outras regiões do mundo», advertiu, citando o risco de uma escalada de sanções devido à crise na Ucrânia.

O BCE manteve hoje inalterada a sua taxa de juro diretora no mínimo histórico de 0,25%.