O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou esta sexta-feira que a situação na zona euro melhorou no último ano, mas que existem desafios como o «de assegurar a recuperação, reduzir a fragmentação e continuar com o processo de reforma estrutural e institucional». Num congresso da banca em Frankfurt, o presidente do BCE também pediu aos governos europeus para evitarem ver os interesses conjuntos com «perspetivas nacionais e com vista estreita».

«Temos que manter a nossa perspetiva europeia» e defender interesses comuns, defendeu o presidente do BCE.

O responsável sublinhou ainda que o exercício de avaliação do setor bancário da instituição que chefia vai seguir «uma metodologia rigorosa comum», que não deixará lugar para vias nacionais. Draghi alertou que na gestação da união bancária é necessário um forte Mecanismo Único de Resolução.

O exercício de avaliação do BCE, que começa este mês e durará um ano, compõe-se de três partes, designadamente uma avaliação de riscos, uma análise da qualidade dos ativos e uma prova de resistência.

O BCE ainda não publicou a metodologia da prova de resistência nem tomou uma decisão final sobre a valorização dos ativos das operações a três anos.

Draghi explicou que o BCE prevê publicar os parâmetros chave da prova de resistência em finais de janeiro juntamente com a Autoridade Bancária Europeia (EBA nas siglas em inglês).

«Mantivemos recentemente reuniões com os diretores dos bancos e dos supervisores nacionais. Alertámos nestas reuniões que para que o exercício seja um êxito necessitamos de informação de elevada qualidade», afirmou Draghi.