Mário Centeno criticou esta quarta-feira no parlamento que o PSD não tenha tido “o cuidado de obter” informação sobre o impacto do aumento de horário semanal para as 40 horas semanais, que está em vigor desde 2013.

“Não há um único estudo sobre o impacto das 40 horas. Não há uma única linha de análise sobre as poupanças que possam ter sido feitas ou não sobre esta matéria. A única conclusão a que consegui chegar já é que de outubro de 2013 para a frente o número de horas extra aumentou depois das 40 horas”, afirmou o ministro.

Anteriormente, o deputado social-democrata Duarte Pacheco tinha considerado que o processo orçamental foi “lamentável, demonstrou impreparação e leviandade”, concluindo que a proposta do OE2016 demonstra o que o PSD “já sabia há muito tempo: não há milagres”.

Duarte Pacheco disse ainda que os impostos previstos no OE2016 “não vão ser pagos por extraterrestres, mas por portugueses”.

Na resposta, o ministro das Finanças recusou as críticas e deu as “boas-vindas” ao partido que sustentava o anterior Governo.

“Bem-vindo à terra ao fim de quatro anos. Este país não é feito de extraterrestres, é feito de portugueses e portuguesas que sofreram as consequências da austeridade cega que foi implementada nos últimos anos”, disse.

Mário Centeno afirmou ainda que “os milagres eram muito complicados” na proposta de OE2016: “Foi necessário adaptar este orçamento ao orçamento que resulta da execução de 2015, necessário dialogar com a Comissão Europeia que boa parte da execução orçamental de 2015 teve picos de receita que não são próprios da execução de 2015”, explicou.

Também no parlamento, esta manhã, Mário Centeno garantiu que a política de austeridade vai entrar "no princípio do seu fim".