Os trabalhos ficam suspensos, algo inédito numa comissão de inquérito. Carlos Costa seria ouvido dia 19 de abril, na próxima terça-feira, mas alegou indisponibilidade de agenda para regressar ao Parlamento. O governador estará em reuniões em Washington. O presidente da comissão, António Filipe, do PCP, está em conversações para tentar chegar uma data. Enquanto o dia para a nova audição não chega, os trabalhos são suspensos.

Uma semana "sabática"

Os partidos de esquerda fazem finca-pé e não querem ouvir Mário Centeno sem antes ouvir Carlos Costa. Assim sendo, também a audição do ministro das finanças terá de ser remarcada. Não sendo possível ouvir os dois responsáveis durante a próxima semana, a comissão de inquérito ao Banif fica com uma semana "sabática", como confessou à TVI um deputado que integra os trabalhos. Assim sendo, os deputados têm mais tempo para aguardar o envio da documentação pedida pelos grupos parlamentares e analisar a informação, nomeadamente do ministério das finanças, que o PSD acusa de soltar documentos "às pinguinhas".

É uma autêntica reviravolta no calendário de audições, depois de os deputados se terem reunido de forma extraordinária e com carácter de urgência depois do debate quinzenal, para analisar todos os requerimentos que deram entrada nos últimos dias, sobretudo com a polémica envolvendo o ministro das finanças e o governador do Banco de Portugal.