A propósito do choque o Brexit poderá provocar nos mercados e, consequentemente, em Portugal, o ministro das Finanças garantiu, em entrevista à TSF, que o país tem dinheiro para se aguentar.

"O Tesouro português tem um colchão, uma almofada financeira, que cobre aproximadamente metade das necessidades de financiamento do próximo ano, uma janela que vai correndo e neste momento essa almofada existe e está provisionada com esta dimensão"

Mário Centeno fez questão de frisar que essa posição é "mais ou menos consensual dos diferentes tesouros" de que é o horizonte temporal adequado para um país "estar preparado para perturbações que possam acontecer nos mercados".

O sim à saída do Reino Unido da União Europeia ganhou no referendo britânico e o efeito dominó de queda livre nos mercados logo ficou à vista, desde as bolsas, às moedas, às taxas de juro, ao petróleo. Na Europa e também, muito, em Portugal: o PSI20 recuou para o valor mais baixo em 20 anos (nem com o resgate e a chegada da troika aconteceu isto) e os juros da dívida estão a disparar.

Seja como for, Mário Centeno está plenamente convencido de que a Europa saberá lidar com a saída do Reino Unido do bloco dos 28, se vier a acontecer, como o 51,9% dos britânicos mostraram querer, contra 48,1%. A votação teve uma taxa de participação de quase 72%.