O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, disse esperar uma mensagem “política clara” da “Cimeira do Euro”, reconhecendo, no entanto, que o trabalho da reforma da área do euro não ficará completo esta sexta-feira.

Sabemos que o trabalho não vai ficar completo, vamos ter de continuar nesta agenda, e este trabalho de futuro, tal como foi feito até aqui, tem de ser desempenhado em cada um dos países, ao nível da área do euro, e mais alargado na União Europeia”, admitiu à entrada para a “Cimeira do Euro”, em Bruxelas.

O ministro das Finanças português lembrou que, nos últimos seis meses, o Eurogrupo tem trabalhado uma agenda “bastante cheia de propostas para a área do euro”.

Hoje é um dia importante. Vou apresentar essas propostas ao Conselho [Europeu] nas áreas relevantes para a tomada de decisão: uma é a União Bancária, outra o reforço do Mecanismo Europeu de Estabilidade [MEE] enquanto instrumento de combate às crises. São duas dimensões que tornarão a área do euro mais resiliente, se conseguirmos tomar medidas, e é esse o objetivo e o propósito desta reunião”, esclareceu.

Mário Centeno garantiu que todos os países estão focados em debelar os chamados “legados da crise”, nomeadamente em reduzir o crédito malparado, os elevados níveis de endividamento que ainda se fazem sentir nalguns países, ou o desemprego.

Espero receber um mandato para podermos no Eurogrupo continuar esse trabalho, da continuação do reforço do MEE enquanto mecanismo de combate à crise, de termos um calendário de discussões políticas para estabelecer o seguro europeu de depósitos e a discussão em torno da área do euro. Estes temas são todos muito relevantes e espero que hoje consiga ter uma mensagem política clara de tomadas de decisão sobre estas matérias”, concluiu.

Na “Cimeira do Euro” (no formato inclusivo, ou seja, a 27), que decorre esta manhã em Bruxelas, o presidente do Eurogrupo dará conta dos avanços nas discussões a 19 sobre o aprofundamento da União Económica e Monetária (UEM), mas previsivelmente não será ainda agora que serão tomadas grandes “decisões concretas” para a reforma da área do euro, o objetivo declarado em março passado.