O ministro das Finanças afirmou esta sexta-feira que no final do ano o peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB) será reduzido para 127,7% e que a evolução no primeiro semestre "é compatível" com essa "trajetória".

A dívida pública aumentou até junho, para os 132,4% do PIB, acima dos 130,5% registados no primeiro trimestre e dos 130,3% verificados no final de 2016, segundo dados do Banco de Portugal divulgados em 22 de agosto.

Hoje, em declarações aos jornalistas, depois da divulgação da execução orçamental até julho, Mário Centeno afirmou que "estes resultados da política orçamental se traduzem, obviamente, na evolução da dívida pública", salientando que o Governo mantém a previsão para este ano.

Em 2017, a previsão do Governo de redução da dívida pública no seu peso no PIB mantém-se e passará de 130,3% em 2016 para 127,7%" este ano, afirmou o governante.

"A evolução no primeiro semestre da dívida pública é, de facto, compatível com esta trajetória anual", sublinhou.

No terceiro trimestre “o que esperamos é que as emissões de dívida tenham um montante idêntico ao dos pagamentos programados, permitindo uma manutenção do valor nominal da dívida" e "uma ligeira redução em percentagem do PIB, aproximadamente um ponto percentual", explicou.

Já no quarto trimestre, mais concretamente em outubro, "será feito o reembolso de uma Obrigação do Tesouro com um valor de 6,1 mil milhões de euros, aproximadamente 3,2 pontos percentuais do PIB, garantindo-se assim que até final do ano o valor de 127,7% é atingido e a redução efetiva do peso da divida no PIB é uma realidade", concluiu.

De acordo com o Boletim Estatístico de agosto do Banco de Portugal, a dívida das administrações públicas na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, subiu para os 249.084 milhões de euros até junho, acima dos 243.487 milhões registados até março.

Comparando com o 'stock' da dívida pública registado em dezembro do ano passado, de 241.061 milhões de euros, verifica-se que, nos primeiros seis meses deste ano, esta aumentou 8.023 milhões de euros.

Já excluindo os depósitos da administração pública, a dívida na ótica de Maastricht situou-se nos 229.379 milhões de euros na primeira metade do ano, o que representa um acréscimo de 2.567 milhões de euros face a março e de 5.164 milhões de euros em relação ao final do ano passado.