A ministra das Finanças sublinha que Portugal apoia o pedido irlandês à Europa, para que o país possa devolver antecipadamente algum do dinheiro do empréstimo feito ao Fundo Monetário Internacional, concedido no âmbito do programa de assistência da troika.

Portugal ainda não manifestou vontade de fazer reembolso antecipado

Na comissão parlamentar que acompanha as medidas da troika, e quando questionada se Portugal vai seguir o caminho da Irlanda neste ponto, Maria Luís Albuquerque sublinhou que Portugal apoia o pedido irlandês, mas não desvendou se esse será o caminho seguido pelo Governo.

«É bom para a Irlanda, bom para a Europa e uma opção que tem valor para nós, para que possamos, quando for o momento adequado, poder analisar a possibilidade de um reembolso antecipado», defendeu.

Para que a Irlanda possa fazer esta devolução, a Europa tem de abdicar da cláusula «pari passu», que determina que, em caso de pagamento antecipado a um credor, os restantes sejam ressarcidos num montante equivalente.

A governante lembrou que a situação dos dois países não é exatamente a mesma, já que os empréstimos concedidos a Portugal aconteceram mais tarde, ou seja, os juros médios do programa irlandês são mais altos do que os de Portugal. Para a Irlanda, o ganho é maior.

«Mas objetivamente Portugal tem todo o interesse em apoiar esta iniciativa e mudar as condições mediante as quais terá também vantagem em fazer um reembolso antecipado ao FMI, caso seja aceite pelos parceiros europeus», concluiu.