A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, sublinhou esta sexta-feira que o Governo está confiante relativamente aos resultados de stress do Banco Central Europeu aos bancos nacionais (CGD, BCP e BPI, já que o Banco central decidiu adiar o teste ao Novo Banco)

«O Governo está confiante e tranquilo sobre os resultados. Os bancos fizeram um trabalho consistente com progressos significativos em 2014 e temos a certeza de que estão no bom caminho no sentido de reforçar a sua solvência e a capacidade de financiar a economia», referiu a governante à margem das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República.

Este domingo às 12:00 o BCE vai divulgar os resultados dos testes realizados a 123 bancos de 22 países. Os testes de stress avaliam a capacidade de resistência dos bancos da União Europeia face a um potencial cenário macroeconómico adverso.

Na sessão de abertura das jornadas parlamentares, Maria Luís Albuquerque reiterou que a proposta de Orçamento do Estado para 2015 dá início a um desagravamento dos sacrifícios impostos nos últimos três anos, com a economia em recuperação.

Segundo a ministra das Finanças, «as famílias deverão registar um aumento do poder de compra em 2015», perspetiva-se um «aumento de rendimento de muitos pensionistas e trabalhadores do setor público» - devido à eliminação ou redução de cortes nos respetivos rendimentos. «Em 2015, também empresas contarão com uma melhoria», acrescentou, referindo-se à diminuição do IRC.

Cá fora, aos jornalistas, a ministra garantiu que o Governo não foi forçado a fazer alterações ao imposto, argumentando que a informação em que os jornalistas se basearam estava no documento que ainda não tinha ido à discussão.