A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, sublinhou esta segunda-feira que apesar da crise e «das dificuldades porque o país passou a banca portuguesa está hoje «mais forte e mais capaz», reagindo aos resultados dos testes de stress divulgados este domingo pelo Banco Central Europeu, que revelaram que o BCP chumbou na análise, enquanto a CGD passou e o BPI foi também aprovado, e com distinção.

«Mesmo a questão do BCP, em que foi identificada uma falta de capital no cenário mais adverso, que é um cenário teórico de agravamento simultâneo de um conjunto de condições, mesmo aí as medidas que o banco pôs em prática em 2014 já lhe permitem dizer que a situação já é de muito maior conforto do que a que se reporta ao final do ano passado», sublinhou a governante, que falava no âmbito da apresentação de um relatório da OCDE, que é publicado de dois em dois anos.

Para a governante, o «espírito reformista» tem de continuar, assim como o passar da mensagem aos portugueses «de que vale a pena fazer este caminho».

«Já começámos a recolher alguns dos frutos destas reformas, mas temos de nos manter no caminho. É muito fácil perder aquilo que conseguimos se recuarmos, e sobretudo de recuarmos cedo demais», concluiu.

Também o secretário geral da OCDE, Angel Gurria, destacou quer a banca nacional teve um comportamento positivo nestes testes do Banco Central Europeu. E sublinhou o facto de o Novo Banco, que ainda não foi ao crivo do banco central, nesta ronda, não ter tido um «efeito sistémico ou fiscal importante».

Quanto ao BCP, o responsável lembrou que apesar de ter chumbado nesta análise, fez tudo o necessário já em 2014 para a sua recapitalização.

«Quer dizer que em Portugal a questão do bancos não é uma questão», rematou o responsável.