A Caixa Económica Montepio Geral registou um resultado líquido de 22,7 milhões de euros entre janeiro e setembro, quando em igual período de 2013 tinha apresentado um prejuízo de 205,2 milhões de euros, informou esta quinta-feira o banco mutualista.

 

«Para esta inversão de tendência contribuíram a margem financeira, que aumentou 109,2 milhões de euros em termos homólogos, e os resultados de operações financeiras, que se cifraram em 369,7 milhões de euros», salientou em comunicado a entidade liderada por António Tomás Correia.

 

Segundo o Montepio, «este desempenho [da margem financeira e dos resultados de operações financeiras] mais do que compensou o incremento das provisões e imparidades que se cifrou em 124,9 milhões de euros».


A margem financeira avançou 75%, para 255,1 milhões de euros, ao passo que o resultado de operações financeiras passou de 27,7 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2013 para os já referidos 369,7 milhões de euros.


O produto bancário beneficiou da evolução da última rubrica e cresceu de 264,1 milhões de euros em setembro do ano passado, para 699,2 milhões de euros.


Já os gastos operacionais avançaram 2%, para 250 milhões de euros.


As provisões e imparidades líquidas cresceram 47%, para 393,1 milhões de euros, com a 'fatia de leão' relacionada com o crédito.


Quanto à solvabilidade, o rácio "core tier 1" (que expressa o capital mais puro dos bancos) baixou ligeiramente, de 11,01% (setembro de 2013) para 10,77% (setembro de 2014).


Já o rácio "common equity tier 1" (que está ser usado para avaliar a banca europeia) fixou-se 10,69%.


Ao nível da rede doméstica, o Montepio reduziu o quadro de pessoal em 26 trabalhadores para um total de 3.903 funcionários, tendo encerrado 21 balcões entre setembro do ano passado e setembro último, contando agora com 436 agências.