O preço dos bens e serviços em Luanda, considerada a cidade mais cara do mundo, cresceu 0,53 por cento entre outubro e novembro, indica o relatório mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano sobre a inflação.

Ainda de acordo com o relatório, a que a Lusa teve hoje acesso, apesar deste aumento, o nível geral do Índice de Preços no Consumidor (IPC) na capital de Angola, em termos homólogos, aponta para uma inflação de 7,49 % em novembro. Trata-se de uma baixa de cerca de 0,45 pontos percentuais, face à taxa observada em igual período do ano anterior.

O documento aponta ainda o preço de alguns produtos do cabaz alvo de análise neste período. É o caso da unidade de frango congelado, à venda por 865,83 kwanzas (7 euros), da garrafa de vinho tinto (75cl), por 1.724,72 kwanzas (14 euros),ou o arroz, vendido a 293,76 kwanzas (2,4 euros) por quilograma.

De acordo com o INE, a classe «Bens e Serviços Diversos» foi a que registou o maior aumento de preços entre outubro e novembro, de 1,47%, logo seguida das classes «Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção», com 1,03%, «Vestuário e Calçado», com 0,83%, e «Saúde», com 0,81%.

A capital angolana foi considerada em julho último, pelo segundo ano consecutivo, como a cidade mais cara do mundo, de acordo com um estudo global sobre o custo de vida em 2014.

«Os resultados do estudo confirmam que os locais mais caros do mundo para expatriados são maioritariamente cidades europeias, africanas e asiáticas», realçou a consultora Mercer, que produziu o documento.

Na previsão constante no próximo Orçamento Geral do Estado, o executivo angolano admite uma taxa de inflação de 7% em 2015.