Amélia Reis, antiga ama de três primos de Ricardo Salgado e emigrante em França, é uma das «lesadas do BES». Investiu num produto chamado «Poupança Plus» e, quando chegou a Portugal em agosto de 2014 – logo a seguir a eclodir a crise no Banco Espírito Santo – foi-lhe dito pela gestora de conta de que não podia mexer no seu dinheiro.
 

«Uma pessoa que trabalhava no Banco Espírito Santo lá que me contactou. Não fui eu que fui saber deles, foram eles que foram saber de mim». Perguntaram-me «se queria abrir uma conta a prazo, com capital e juros garantidos e eu, sabendo que tinha trabalhado para essa família», explicou Amélia Reis na TVI.
 

Esta segunda-feira Amélia esteve quase duas horas reunida com o gestor do Novo Banco na Rua Augusta, em Lisboa, que lhe disse que vai ter de continuar a aguardar.
 

«As nossas contas não são aplicações, são ‘poupanças plus’», frisou. «A mim sempre me disseram que eram contas a prazo com capital e juros garantidos».

 
Já enviou cartas ao Novo Banco, ao Banco de Portugal e até mesmo ao Presidente da República.
 

«Com certeza» que estamos a falar de poupanças de uma vida inteira, garantiu a emigrante. E «somos oito mil no estrangeiros. Na televisão fala-se dos que estão em Portugal».

 
Stock da Cunha, presidente do Novo Banco, garante, no entanto, que todos os emigrantes que têm dinheiro investido em poupanças do antigo BES vão ser reembolsados. Mas «ainda ninguém me disse: vamos fazer uma proposta positiva», rematou Amélia Reis.