Centas de lesados do papel comercial do BES estão concentrados na zona do Museu da Eletricidade, em Belém. Aguardam a chegada de Passos Coelho e de António Costa, que vão estar frente a frente no debate mais importante antes das legislativas de 4 de outubro.

A TVI acompanhou o percurso dos manifestantes, que rumaram em três autocarros até Belém e ouviu as queixas dos que afirmam ter perdido as poupanças de uma vida. Muitos deles ainda não falharam uma manifestação.

Foi um longo dia de protesto, que começou na sede do Novo Banco  às 11:00. E foi aí que a tensão se acumulou, com os protestantes a tentar derrubar a barreira policial e os agentes de segurança a lançar gás pimenta.

A rua que circunda a sede estava cortada com gradeamentos e um cordão de polícias obrigando os transeuntes e o trânsito a desviar-se da zona. 

A seguir os manifestantes foram para o Banco de Portugal, onde continuaram a manifestar-se, ruidosamente e com cartazes, a exigir o reembolso do dinheiro investido. Seguiu-se uma pausa para almoço, para retemperar forças, que o dia ainda ia a meio.

Os Ministérios das Finanças e da Justiça também foram pontos de passagem dos protestos, que foram sempre acompanhados de um forte dispositivo policial.

O protesto foi convocado pela Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial do BES (AIEPC).O advogado que representa a associação interpôs este verão uma providência cautelar contra o Banco de Portugal e o Fundo de Resolução, na qual os clientes exigem que o banco central informe o comprador do Novo Banco do montante de papel comercial devido aos cerca de 2.500 subscritores, que ronda os 530 milhões de euros, ou seja, que inclua esse montante como uma imparidade nas contas da instituição financeira.