Há uma nova série de certificados de aforro, que estará disponível a partir de segunda-feira, anunciou o Governo. Mas a taxa bruta de subscrição não será tão aliciante como aquela que provocou uma corrida aos CTT - que até fecharam mais tarde em alguns dias -, nesta reta final de janeiro. A partir do dia 2 de fevereiro, a série D pagará 1,058%.

As séries anteriores mantêm as condições de remuneração e, por exemplo, os certificados de aforro da série C, subscritos ainda em janeiro, pagam taxas de juro anual de 3,069%.

Uma informação da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) avança também que as condições de remuneração dos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) são alteradas, passando para 1,25% a um ano, menos 1,50 pontos percentuais que a taxa em vigor, de 2,75%.

A taxa dos CTPM a dois anos desceu para 1,75%, em vez dos 3,75% anteriores, a três anos caiu para 2,25% (contra 4,75%), a quatro anos baixou para 2,75% (5,00%) e a cinco anos passa para 3,25% (face aos anteriores 5,00%).

«A evolução dos mercados financeiros, a queda acentuada das taxas de juro, quer da Euribor, quer dos restantes instrumentos de dívida, vêm justificar a criação de uma nova série de certificados de aforro», refere a agência, citada pela Lusa.

A taxa de juro «corresponde à média dos valores da Euribor a três meses registados nos 10 dias úteis anteriores acrescida de 1%, nunca podendo resultar uma taxa base superior a 3,5%, nem inferior a 0%», acrescenta.

A estas taxas base da nova série dos certificados de aforro acrescem prémios de permanência de 0,5% do 2.º ao 5.º ano e 1% do 6.º ao 10.º ano, segundo a IGCP.

A 15 de janeiro, o Governo tinha anunciado a reduzir dos juros dos certificados de aforro e do tesouro, a partir de fevereiro, refletindo a redução dos custos de financiamento do Estado, um ajustamento que se limita às novas subscrições.

No final do Conselho de Ministros, a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castel Branco, explicou que «o Estado tem que ser um bom gestor» e, «com um ajustamento tão forte das taxas que paga [no acesso ao mercado], tem que promover um ajustamento nos certificados de aforro e nos certificados do tesouro Poupança Mais».