Os jornalistas Mónica Silvares e Filipe Alves assumem a partir de segunda-feira a direção interina do Diário Económico, garantindo que o jornal vai continuar a servir os leitores.

Numa nota publicada este domingo no site do jornal, apesar de a edição em papel não estar nas bancas na segunda-feira, “o Económico vai continuar a servir todos os seus leitores e telespectadores com informação, análise e opinião de qualidade, na plataforma online e no Etv”.

No mesmo texto, a direção interina refere que apesar do momento ser difícil é também uma "oportunidade para refundar a marca Económico" e devolver ao projeto "a sustentabilidade que lhe tem faltado".

“Embora dolorosas, as crises são também oportunidades para mudar de rumo e trilhar um caminho novo. Este momento difícil constitui uma oportunidade para refundar a marca Económico e procurar devolver ao projeto a sustentabilidade que lhe tem faltado.”

 

A última edição em papel do Diário Económico foi para as bancas na sexta-feira, dia 18 de março. A administração decidiu suspender a edição em papel, continuando a digital e o ETV.  

No passado dia 10 de março, os trabalhadores do Diário Económico realizaram uma greve de 24 horas para reivindicar o pagamento dos salários em atraso.

Dois dias antes da greve, a direção editorial do Económico apresentou a demissão do cargo, tendo o administrador Gonçalo Faria de Carvalho afirmado, numa comunicação interna, que iria procurar encontrar "com a maior brevidade possível" uma alternativa para a condução do projeto.

A 2 de março, a Ongoing Strategy Investments, holding do grupo que detém o Diário Económico, entrou em processo especial de revitalização (PER) de empresas devido às dificuldades financeiras, tendo sido nomeado um administrador judicial provisório.

O Económico, incluindo televisão e jornal, emprega cerca de 138 pessoas.