O presidente do Conselho Metropolitano do Porto anunciou, esta segunda-feira, que os novos órgãos sociais da Metro do Porto foram aprovados por unanimidade, considerando que a empresa entra “num novo ciclo” com a esperança de que a rede possa crescer”.

O novo Conselho de Administração para o triénio 2016-2018 é liderado por Jorge Moreno Delgado, que regressa agora à empresa depois de ter sido administrador quando Ricardo Fonseca era presidente, entre 2008 e 2012, e substitui no cargo João Velez Carvalho.

De acordo com a Lusa, os outros dois membros indicados pelo Governo para o novo conselho de administração - já aprovados pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap) - são Pedro Azeredo Lopes (administrador executivo), que esteve na Efacec, e Tiago Braga (administrador não executivo), que pertencia à empresa municipal Águas de Gaia.

António Silva Tiago (vice-presidente da Maia), Marco Martins (presidente da Câmara de Gondomar) e Gonçalo Gonçalves (ex-vereador de Rui Rio), indicados pelo acionista Área Metropolitana do Porto, são os restantes administradores não-executivos que compõem a nova administração da Metro até 2018.

No final da assembleia-geral da empresa, o presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Hermínio Loureiro, afirmou que, “enquanto acionista em nome da AMP”, espera que “efetivamente continue a haver uma boa ligação [da administração da Metro] com a área metropolitana e que a rede da Metro possa crescer”.

Questionado sobre o futuro da empresa, designadamente sobre a reversão do processo de subconcessão, Hermínio Loureiro afirmou esperar “que rapidamente se resolva”, acrescentando que existe da parte dos autarcas da AMP “total disponibilidade para fazer parte da solução” que o ministro do Ambiente pretende apresentar em breve.

“Os autarcas em nenhuma situação serão um problema, estarão sempre do lado da solução”, garantiu Hermínio Loureiro.

Em declarações aos jornalistas, Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar e administrador não-executivo da empresa, disse que nesta assembleia-geral “consensual, rápida e unânime”, os acionistas mostraram “vontade de quererem estar em sintonia com o Governo, que pretende impor um novo ritmo” à Metro do Porto, como a expansão da sua rede.

O autarca de Gondomar referiu também ter um “’feddback’ não oficial de que a subconcessão [da Metro] será para manter”.

“O que se tem vindo a fazer são prolongamentos sucessivos [do contrato com a ViaPorto, que terminou em dezembro de 2014] e há que resolver rapidamente essa questão, ou mantendo o procedimento concursal em vigor ou fazendo um novo, mas com toda a urgência”, vincou.

Na sua opinião, “é consensual que o metro tem de ser operado em subconcessão”, sendo que “agora o Governo terá rapidamente de decidir” qual das duas opções escolhe.

Sobre a expansão da rede, Marco Martins acrescentou que “os autarcas e a assembleia-geral da empresa só a defenderão quando de facto for sustentável e rentável a operação”, e apontou como prioridade as ligações Santo Ovídeo-Vila D’Este (Gaia) e Campanhã-Freixo-Valbom-S.Cosme (Gondomar).

Para Hermínio Loureiro, o importante é que “tudo se resolva e resolva a bem das pessoas que são servidas” pelo metropolitano, cuja operação é concessionada desde o seu início comercial.

Reafirmando que a mobilidade “é fundamental” na região, Hermínio disse ainda que “há uma sobrecarga automóvel tremenda na AMP”, sendo que “não há melhor forma de descarbonizar do que ter uma política de transportes públicos ao serviço de quem mais precisa e ser atrativo”, colocando os transportes públicos onde são precisos, adaptando os seus horários Às necessidades e ir ao encontro das expectativas dos utilizadores, quer do metro quer da Sociedade dos Transportes Coletivos do Porto”.

A mesa da Assembleia Geral da Metro do Porto, detida pelo Estado (60%) e pela AMP (40%), é agora presidida por Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, que terá Alberto Castro como vice-presidente e Miguel Osório de Castro como secretário.