O presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, João Moreira Rato, refere que a almofada de liquidez que o Estado acumulou oferece a mesma rede de segurança que um programa cautelar.

Em entrevista ao Diário Económico, o responsável traça como objetivo entrar em 2015 com dois terços das necessidades de financiamento asseguradas.

O responsável explica que o programa cautelar envolve um certo montante de seguro, ou seja, haveria um limite que seria 10% do PIB. «Esse seguro pode ser substituído por uma almofada igual ao montante. Isso permite não se ir ao mercado sob pressão e haver tesouraria suficiente para se estar uns meses sem necessidade de ir ao mercado caso haja alguma turbulência».

Caso Portugal opte pela saída limpa, e questionado sobre durante quanto tempo deveria Portugal ter as necessidades de financiamento asseguradas, João Moreira Rato diz que vai depender das circunstâncias e de quais as necessidades de financiamento.

«Temos indicado o número de 10 mil milhões de euros para o fim do ano como o que desejaríamos ter. Ou seja, ter à volta de dois terços do financiamento para o próximo ano assegurado em dezembro», defende.